Sheila Moreira
Leigo adj. 1. Que não é clérigo; laico. 2. Estranho ou alheio a um assunto. 3. V. secular. Em um mundo segmentado como no que vivemos ser leigo é muito comum, normal. Não porque o conhecimento não pode ser partilhado por todos, mas porque as áreas estão ficando cada vez mais segmentadas. No entanto, quem é mais importante que alguém para julgar o olhar leigo do outro?
Ler um livro, interpretar uma obra, ver um filme ou até mesmo conversar com um amigo têm sua parcela de subjetividade. Ser subjetivo não é ser errado, afinal cada um tem um grau de sensibilidade e, por isso, há a possibilidade de diversos olhares sob um mesmo assunto ou objeto.
Triste que muitos profissionais, de diversas áreas, utilizem seus anos de estudo para classificar as outras pessoas. Ora, então todos nós somos apenas feitos de técnicas? Onde está a emoção e a sensibilidade de que somos dotados no momento em que precisamos "perceber" as coisas?
Vivemos em uma época em que a "leiguice" parece estar na moda. As pessoas são leigas não por escolha própria, mas sim porque são classificadas por aqueles que têm um olhar autodenominado superior. Na verdade, leigo é o homem que não se deixa olhar para o outro em pé de igualdade. Somos seres subjetivos, abertos aos mais remotos sentimentos, como se fossemos obras de arte. Portanto, alguém que não consegue respeitar a "leiguice" alheia também é leigo.
Complexo? Nada! Não estamos sujeitos às penalidades do "Decifra-me ou devoro-te". Vamos aprender que é da "leiguice" que partimos para o tão sonhado conhecimento, o qual pode ser tão abstrato quanto um poema.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
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