Sheila Moreira
Hoje, voltaremos a falar de Luciano Huck em conseqüência de uma nota publicada na coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo. Pode parecer inacreditável, mas Fernando Di Gênio, que dirigia o carro no momento do assalto comprará um novo Rolex para o apresentador.
O relógio de R$ 10 mil reais será reposto porque Fernando diz ter ficado sensibilizado pelo fato de o roubo ter acontecido quando estavam em seu carro. Será que ele também se sensibilizou quando algumas crianças foram até a janela de seu carro pedir dinheiro? Talvez algumas pessoas sejam sensíveis demais...
Enquanto isso, a caça ás bruxas continua. Semana passado, Luciano Huck se deslocou do Rio de Janeiro, cidade em que mora, a São Paulo para reconhecer os suspeitos do roubo: o garçom Wagner do Nascimento Marinho, 22 anos, foragido da penitenciária de Valparaíso e um grafiteiro de nome ainda desconhecido.
Há de se tomar cuidado com essas ocorrências. Em tempo de Tropa de Elite tem muita gente querendo colocar o BOPE na rua para acabar com todas as mazelas sociais.
Ah, desculpem o atraso, em um blog é imperdoável tantos dias sem postagem.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Só a semana é do saco cheio?
Sheila Moreira
Ele não quer se afastar. O Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) não quer se afastar. Mesmo após uma hora de apelos de senadores de diversos partidos ele não muda de opinião, disse que “faz parte do jogo” os demais defenderem seu afastamento.
O calvário de Renan durou mais de uma hora. Ele só foi embora após ouvir cerca de oito senadores que pediram seu afastamento da presidência. Inclusive, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) apresentou um áudio em que o advogado Helio Dourado confirma que Francisco Escórcio, assessor de Renan, viajou para Goiânia com a intenção de reunir material contra ele próprio e o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
A notícia está de acordo com a semana do saco cheio. A oportunidade de afastar Renan Calheiros esteve tão próxima e acabou escapando por entre o vão dos dedos. Conseqüência direta dos votos sigilosos que optaram pela permanência do presidente do Senado em seu trono.
Mas Renan não se mostra de saco cheio de seu trabalho sujo: ele é acusado de ter perdido ao advogado Escórcio para que reunisse material contra os senadores para, posteriormente, poder chantageá-los. Dessa maneira, ele espera escapar de um possível processo de cassação no plenário.
Não é só a semana que é do saco cheio. Todos estão de saco cheio. Talvez, Renan não se incomode com a situação porque, apesar dos pesares, o saco dele está cheio, mas é de dinheiro.
Ele não quer se afastar. O Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) não quer se afastar. Mesmo após uma hora de apelos de senadores de diversos partidos ele não muda de opinião, disse que “faz parte do jogo” os demais defenderem seu afastamento.
O calvário de Renan durou mais de uma hora. Ele só foi embora após ouvir cerca de oito senadores que pediram seu afastamento da presidência. Inclusive, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) apresentou um áudio em que o advogado Helio Dourado confirma que Francisco Escórcio, assessor de Renan, viajou para Goiânia com a intenção de reunir material contra ele próprio e o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
A notícia está de acordo com a semana do saco cheio. A oportunidade de afastar Renan Calheiros esteve tão próxima e acabou escapando por entre o vão dos dedos. Conseqüência direta dos votos sigilosos que optaram pela permanência do presidente do Senado em seu trono.
Mas Renan não se mostra de saco cheio de seu trabalho sujo: ele é acusado de ter perdido ao advogado Escórcio para que reunisse material contra os senadores para, posteriormente, poder chantageá-los. Dessa maneira, ele espera escapar de um possível processo de cassação no plenário.
Não é só a semana que é do saco cheio. Todos estão de saco cheio. Talvez, Renan não se incomode com a situação porque, apesar dos pesares, o saco dele está cheio, mas é de dinheiro.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
O perdão é privilégio de poucos
Sheila Moreira
Esse texto era pra ser sobre o dia do perdão. Na verdade, não era para ser, é para ser. O dia do perdão foi dia 6 de outubro, portanto, perdoem-nos porque estamos dois dias atrasados.
O engraçado é que todos nós tratamos o perdão como uma ação fácil de realizada, mas na verdade sabemos que não é. Afinal, já pensou se fôssemos perdoar todas as afrontas que nos são feitas diariamente? Impossível!
Só se perdoa quando há sentimento. Perdoamos familiares, amigos e outras pessoas de quem gostamos. No entanto, essa situação não resume todos os casos de perdão. O povo brasileiro é obrigado a perdoar diariamente aqueles que os põe em estado de miséria.
Renan Calheiros foi perdoado pelos pares dele. Porém, será que eles perdoariam alguém que lhes roubasse para pagar pensão familiar? Será que eles perdoariam alguém que lhes roubasse para comprar comida? Claro que não, os pobres não merecem perdão, estão condenados a viver às margens da sociedade.
Luciano Huck teve seu rolex roubado e ele parece ter ficado mais indignado com esse fato do que com a situação de roubalheira em que seu país se encontra. Mas tudo bem, né? Enfim, ele já contribui socialmente reformando casas no seu quadro “Lar doce, doce lar”. Perdoe-o, ele está em estado de choque, inclusive, escreveu até um artigo para a Folha de São Paulo. Alguém se lembra de ele ter escrito algum outro artigo?
Perdão, senhor. Perdão!
Daqui para baixo, leia, se quiser, é claro, o artigo que Luciano Huck publicou na Folha de São Paulo.
Pensamentos quase póstumos
Luciano Huck
Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
ão veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso. Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal.
Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.Isso não está certo.
Esse texto era pra ser sobre o dia do perdão. Na verdade, não era para ser, é para ser. O dia do perdão foi dia 6 de outubro, portanto, perdoem-nos porque estamos dois dias atrasados.
O engraçado é que todos nós tratamos o perdão como uma ação fácil de realizada, mas na verdade sabemos que não é. Afinal, já pensou se fôssemos perdoar todas as afrontas que nos são feitas diariamente? Impossível!
Só se perdoa quando há sentimento. Perdoamos familiares, amigos e outras pessoas de quem gostamos. No entanto, essa situação não resume todos os casos de perdão. O povo brasileiro é obrigado a perdoar diariamente aqueles que os põe em estado de miséria.
Renan Calheiros foi perdoado pelos pares dele. Porém, será que eles perdoariam alguém que lhes roubasse para pagar pensão familiar? Será que eles perdoariam alguém que lhes roubasse para comprar comida? Claro que não, os pobres não merecem perdão, estão condenados a viver às margens da sociedade.
Luciano Huck teve seu rolex roubado e ele parece ter ficado mais indignado com esse fato do que com a situação de roubalheira em que seu país se encontra. Mas tudo bem, né? Enfim, ele já contribui socialmente reformando casas no seu quadro “Lar doce, doce lar”. Perdoe-o, ele está em estado de choque, inclusive, escreveu até um artigo para a Folha de São Paulo. Alguém se lembra de ele ter escrito algum outro artigo?
Perdão, senhor. Perdão!
Daqui para baixo, leia, se quiser, é claro, o artigo que Luciano Huck publicou na Folha de São Paulo.
Pensamentos quase póstumos
Luciano Huck
Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
ão veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso. Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal.
Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.Isso não está certo.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Entrada franca... Só para leigos.
Sheila Moreira
Leigo adj. 1. Que não é clérigo; laico. 2. Estranho ou alheio a um assunto. 3. V. secular. Em um mundo segmentado como no que vivemos ser leigo é muito comum, normal. Não porque o conhecimento não pode ser partilhado por todos, mas porque as áreas estão ficando cada vez mais segmentadas. No entanto, quem é mais importante que alguém para julgar o olhar leigo do outro?
Ler um livro, interpretar uma obra, ver um filme ou até mesmo conversar com um amigo têm sua parcela de subjetividade. Ser subjetivo não é ser errado, afinal cada um tem um grau de sensibilidade e, por isso, há a possibilidade de diversos olhares sob um mesmo assunto ou objeto.
Triste que muitos profissionais, de diversas áreas, utilizem seus anos de estudo para classificar as outras pessoas. Ora, então todos nós somos apenas feitos de técnicas? Onde está a emoção e a sensibilidade de que somos dotados no momento em que precisamos "perceber" as coisas?
Vivemos em uma época em que a "leiguice" parece estar na moda. As pessoas são leigas não por escolha própria, mas sim porque são classificadas por aqueles que têm um olhar autodenominado superior. Na verdade, leigo é o homem que não se deixa olhar para o outro em pé de igualdade. Somos seres subjetivos, abertos aos mais remotos sentimentos, como se fossemos obras de arte. Portanto, alguém que não consegue respeitar a "leiguice" alheia também é leigo.
Complexo? Nada! Não estamos sujeitos às penalidades do "Decifra-me ou devoro-te". Vamos aprender que é da "leiguice" que partimos para o tão sonhado conhecimento, o qual pode ser tão abstrato quanto um poema.
Leigo adj. 1. Que não é clérigo; laico. 2. Estranho ou alheio a um assunto. 3. V. secular. Em um mundo segmentado como no que vivemos ser leigo é muito comum, normal. Não porque o conhecimento não pode ser partilhado por todos, mas porque as áreas estão ficando cada vez mais segmentadas. No entanto, quem é mais importante que alguém para julgar o olhar leigo do outro?
Ler um livro, interpretar uma obra, ver um filme ou até mesmo conversar com um amigo têm sua parcela de subjetividade. Ser subjetivo não é ser errado, afinal cada um tem um grau de sensibilidade e, por isso, há a possibilidade de diversos olhares sob um mesmo assunto ou objeto.
Triste que muitos profissionais, de diversas áreas, utilizem seus anos de estudo para classificar as outras pessoas. Ora, então todos nós somos apenas feitos de técnicas? Onde está a emoção e a sensibilidade de que somos dotados no momento em que precisamos "perceber" as coisas?
Vivemos em uma época em que a "leiguice" parece estar na moda. As pessoas são leigas não por escolha própria, mas sim porque são classificadas por aqueles que têm um olhar autodenominado superior. Na verdade, leigo é o homem que não se deixa olhar para o outro em pé de igualdade. Somos seres subjetivos, abertos aos mais remotos sentimentos, como se fossemos obras de arte. Portanto, alguém que não consegue respeitar a "leiguice" alheia também é leigo.
Complexo? Nada! Não estamos sujeitos às penalidades do "Decifra-me ou devoro-te". Vamos aprender que é da "leiguice" que partimos para o tão sonhado conhecimento, o qual pode ser tão abstrato quanto um poema.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
a ordem do bizu_

O Bizu é um bicho. Nós não conhecemos o Bizu. Só sabemos que seu habitat é a praia do Boqueirão, na Praia Grande. Mas a gente já ouviu o Bizu. E foi a partir do seu som que nós enxergamos sua forma.
Ele não tem raça, nem espécie. Não se encaixa em nenhuma definição conhecida. Talvez seja meio folclórico. Mas, a partir de agora, o Bizu é o que a gente quiser. Hoje, ele é um blog porque sua descoberta nos une.
Daremos voz ao Bizu, tratando de assuntos variados (mas de nosso interesse). Estamos abertos a críticas. "Atendemos bem, para atender sempre".
Bem vindos à ordem do Bizu!
Sheila, Thiago e Verônica
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